Tuesday, January 31, 2012

Os Profetas Pós-Exílicos

Pelo Rev. Jose Oliveira, M.Div.
profetas das restauracaoApós tragédias vêm períodos de reconstrução. O povo de Israel, como várias nações da Palestina, sofreram a terrível calamidade de serem dominados pelos caldeus e exilados à Babilônia. Mas em menos de um século surgiu a oportunidade para o povo de Israel, retornar à terra natal e reconstruir a nação que havia sido destruída ha mais de 50 anos atrás. A terra era a mesma, mas a situação era diferente. Ali agora estavam vivendo povos que foram exilados de outras nações e havia muita pobreza e oposição à tarefa de reconstruir Jerusalém e o templo. Deus, como sempre, não havia abandonado o povo e levantou ali mesmo, para o remanescente judeu, três profetas que chamamos de Pós-Exílicos: Ageu, Zacarias e Malaquias. Estes, segundo o presbítero Jose Roberto A. Barbosa, “escreveram para confirmar a aliança de Deus com o Seu povo”. Alguns estudiosos também incluem entre os profetas pós’exílicos, o texto chamado “Trito-Isaías” (capítulos 56-66 de Isaías). Mas por ser esta uma inclusão questionada por muitos, não vamos incluí-la neste artigo, estudando somente os três acima mencionados.
Ageu
Ageu foi contemporâneo de Esdras, Neemias e Zacarias. Não se sabe ao certo sua origem, uns acreditando que tenha sido um dos que ficaram em Jerusalém após o exílio, e outros pensam que era um dos que retornaram de Babilônia, no fim do período persa. Segundo Efraim Sanches Pereira, ele profetizou em um contexto de incerteza para a comunidade Israelita devido a crise política que sobreveio ao governo de Dario em 520 A.C. Sua mensagem está ligada à reconstrução do templo, que havia sido interrompida. Ageu exorta o povo a que reconstruam o templo, pois sem o templo, não haveria bênçãos. O livro de Ageu nos mostra como símbolos espirituais são importantes para a religiosidade humana. A reconstrução do tempo era necessária para estimular a fé em Javé, a qual muitos haviam abandonado durante o exílio. Era também um fator importante para a unidade nacional do povo recém havia chegado à terra de seus Pais.
Zacarias
Zacarias também concentrou seu ministério em exortar o povo à reconstrução do templo. Contudo, sua mensagem vem acompanhada de um forte apelo à moralidade e espiritualidade nacional, além de exibir um forte messianismo. Segundo Zacarias Deus lhe falou através de visões, um meio bastante utilizado pela literatura apocalíptica, que se tornará comum na literatura judaica posterior. É no livro de Zacarias que se menciona pela primeira vez entre os profetas a Satanás e sua oposição ao ministério do sumo-sacerdote Josué. Zacarias, sendo oriundo da classe sacerdotal, profere sua mensagem em apoio tanto a Josué, o sumo-sacerdote e Zorobabel, o governador, ambos escolhidos por Deus para liderar o povo neste período. Zacarias pregou aos cerca de 50.000 judeus retornados à Palestina que logo reconstruíram o altar e iniciaram a reconstrução do templo, mas que , nos tempos de Zacarias havia sido interrompida pela conspiração dos povos ali residentes junto às autoridades persas.
Malaquias
Malaquias não é citado por Esdras, razão por que alguns colocam seu ministério em conjunção com o período de Neemias, pois não menciona a restauração do templo, o qual já está funcionando. Sua mensagem visa condenar relaxamento tanto espiritual como social do povo. O nome “Malaquias” simplesmente significa “mensageiro”, daí alguns pensarem que não se trate do verdadeiro nome do escritor, desde que nenhuma outra informação é dada no livro a seu respeito. O livro, normalmente dividido em 6 oráculos, tem diferentes estruturas nas Biblias protestantes e católicas, quando comparadas com a Biblia Hebraica; esta divide o livro em 3 capítulos ao passo que as outras em 4. Alguns estudiosos pensam que o livro tem o estilo de um julgamento do tipo suserano, tratando da quebra da aliança divina. Considera-se que uma alusão a Cristo é feita em 3:1, mas outros pensam que se trata de algum profeta contemporâneo.
Os profetas pós-exílicos enfatizam a restauração espiritual e social na nação de Israel após terem regressado da Babilônia. Eles são um prova de que Deus não abandonou o seu povo, pois ainda se importa com eles e lhes fala através desses mensageiros. Para os protestantes, esses são os últimos profetas canônicos, os mais próximos do Cristianismo. Eles foram os que precederam João Batista e Jesus.
O estudo dos profetas pós-exilicos faz parte dos profetas menores no currículo do Instituto Teológico Simonton. Se você desejaria conhecer mais a respeito dos Profetas em geral, nossos cursos podem ajudá-lo neste sentido. Visite nosso site oficial no link abaixo:
itsimontonlogo

Saturday, January 28, 2012

Três Fontes de Satisfação na Vida

Por José Oliveira, M. Div.

satisfacao garantidaMuitas pessoas pensam que é demasiado difícil ser feliz na vida. A verdade é que ser feliz o tempo todo não é algo alcançável nesta vida. Jesus mesmo disse: "No mundo tereis aflições." Felicidade depende, talvez, do que as pessoas pensam que vai fazê-las felizes, e, infelizmente, muitos vão descobrir que o que eles achavam que iria fazê-los felizes, não funcionou dessa maneira.

Depois de alguma reflexão sobre esta questão da felicidade, cheguei à conclusão de que é possível ser verdadeiramente feliz neste mundo, apesar de todas as dificuldades que se pode experimentar aqui. Há três principais fontes de felicidade na vida, e se você segui-las, poderá aumentar bastante as chances de ser realmente feliz nesta vida.

Primeiro, as pessoas querem se divertir, e isto as fazem felizes. Uma ética religiosa mal informada irá dizer-lhe que se divertir é ruim. Mas, na verdade, não há nada de errado em se divertir; isto é, se a sua diversão não causa mal ou sofrimento nem a você mesmo, nem aos outros. Lazer é uma necessidade humana, é parte da vida, e que traz equilíbrio entre prazer e dever. O desejo de desfrutar a vida é uma força poderosa para manter os seres humanos produtivos. Muitas pessoas trabalham em empregos que não gostam simplesmente porque lhes garante um meio para aproveitar a vida, fazendo o que realmente gostam, seja isto um passa-tempo, o desfrutar da família e amigos, ou qualquer outra coisa que lhes dê satisfação real. Embora se divertir é parte de ser feliz, você sabe que ninguém pode se divertir o tempo todo. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a vida não é, e não pode ser, um parque de diversões sem fim.

Portanto, você precisa de algo mais duradouro do que simplesmente se divertir na vida. Aí vem a nossa segunda maior fonte de satisfação na vida: a necessidade de ser capaz de realizar algo realmente importante na vida.Todos necessitam de um alvo importante para a vida. Algo que dê sentido e valor à vida.Ter um objetivo importante na vida pode trazer satisfação, não só quando você finalmente o alcança, mas também durante o processo de alcançá-lo. Conquista é uma fonte de satisfação humana muito importante e aqueles que atingem seus objetivos na vida experimentarão aquela sensação maravilhosa de ter realizado algo importante na vida, pelo menos para si mesmos.

No entanto, existe ainda outra fonte de satisfação na vida, que acredito ser a mais importante de todas - quando você é capaz de fazer uma diferença para o bem na vida de outras pessoas. Mais uma vez, líderes religiosos mal informados vão dizer-lhe que não há maior satisfação do que servir a Deus. Eu concordo. Mas o que significa realmente servir a Deus? O que poderá Deus precisar de nós? Ele não precisa nada de ninguém. Ele mesmo é quem nos dá tudo. Servir a Deus é servir ao próximo, como Jesus disse: "Qualquer coisa que você fizer para um destes meus pequeninos, você terá feito a mim". Servir aos outros é o segredo da verdadeira felicidade na vida. Normalmente, é através da nossa rede de relacionamentos que aparecem as oportunidades para fazer diferença para o bem na vida dos outros. Paremos de usar nossos relacionamentos com fins egoísticos, vamos usá-los para ministrar o bem na vida dos outros. Criar uma família, servir num cargo público, ser um educador, ou simplesmente voluntariar para boas causas, entre muitas outras, são as coisas que, realmente nos dão a satisfação de fazer diferença para o bem na vida do próximo.

Divertir-se é algo que pode lhe fazer feliz por algum tempo, mas, eventualmente, até a coisa mais engraçada perde a graça, e você tem que procurar uma outra fonte de diversão. Suas realizações na vida podem fazer você se sentir orgulhoso de si mesmo e até mesmo atrair a admiração e respeito dos outros, mas uma vez que um objetivo seja alcançado, apenas a busca de outro objetivo pode lhe dar o mesmo tipo de satisfação. No entanto, se você fizer o objetivo de sua vida o de fazer diferença para o bem na vida das pessoas, a satisfação que vem disto permanecerá durante toda a sua vida e mesmo além, na eternidade, porque você só pode ser realmente feliz quando contribui para a felicidade dos outros.

Rev José Oliveira é um pastor presbiteriano, que vive em Chicago, EUA, e diretor do Instituto Teológico Simonton, uma escola on-line oferecendo programas de mestrado, bacharel e cursos básicos em Teologia e Filosofia. Se você quiser saber mais sobre o ITS, siga o link abaixo.

http://itsimonton.tripod.com

itsimontonlogo

Saturday, January 21, 2012

Os Profetas Menores

Pelo Rev. Jose Oliveira, M.Div.

PROF_MENORESO mesmo que foi dito a respeito do título “Profetas Maiores”, pode ser dito a respeito do título “Profetas Menores”, isto é, não se pense que por se chamar estes doze livros do Antigo Testamento, “profetas menores”, sejam eles de menor importância. Referindo-se a eles como “menores” se presta a identificar o fato de que o tamanho destes é menor, se comparado com os “maiores”, como Isaías, Jeremias, etc. A coleção vétero-testamentária dos Profetas Menores é de grande importância para a teologia. Através deles temos uma melhor idéia do estado religioso de Israel tanto nos período pré-exílico como pós-exílico, e incluindo informações sobre outras nações em suas relações com Israel. Neste artigo, vamos abordar três aspectos importantes destes livros do Antigo Testamento: organização canônica, períodos abrangidos, e a quem foram endereçadas as suas mensagens.

Comecemos com a organização canônica. Na Bíblia Hebraica, não existe a divisão profetas maiores e menores. Diferentemente das Bíblias Protestantes e Católicas, a Bíblia Hebraica possui somente tres grande divisões: a Torah, os Nevi'im, ou seja, os Profetas, e os Ketuvim, isto é, os Escritos. Os doze profetas menores ali, são considerados um só livro, dentro da secção dos profetas. Esta secção, os profetas, é dividida por alguns estudiosos em Profetas Anteriores, ou seja, os profetas que são mencionados nos livros de Josué – II Reis, e os Profetas Posteriores, de Isaías a Malaquias (sem incluir Lamentações e Daniel), mas, incluindo os doze profetas menores como um só livro.

Quanto ao período abrangido, os Profetas Menores podem ser considerados a partir da seguinte divisão: 1. Pré-Exílicos: (referindo-se ao Exílio a Babilônia): Oséias (Os 1:1); Joel (nenhuma data aparece no livro, e estudiosos o classificam tanto com pré e pós-exílico. Aqui, o classificamos como pré-exílico, seguindo a opinião mais conservadora); Amós (Am 1:1); Obadias (nenhuma evidência específica é dada a respeito da data neste livro, mas estudiosos como Dr. Constable[1], tendem a classificá-lo entre os pré-exílicos); Jonas (2 Reis 14:25); Miquéias (Mq 1:1; Jr 26:18); Naum (escrito antes da destruição de Níneve em 612 A.C; Tebes, mencionado in 3:8’10, caiu em 664 A.C., portanto deve ter sido escrito entre 664-612 A.C); Habacuque (Hb 1:6); Sofonias (1:1); 2. Pós-Exílicos: Haggai (Ag 1:1); Zacarias (Zc 1:1); Malaquias (Em 1:8, encontramos um termo, pehâ, governador, que aponta para o período persa, não somente a palavra, mas também o fato de que em Jerusalém há um governador; além do templo, que já está construído; tudo isso indica o período pós-exílico.

Observar a quem foram estas profecias endereçadas ajuda-nos a entender um pouco da mensagem desses profetas. Há três tipos de destinatários para os profetas menores: 1. O Reino de Judá. Há quatro profetas menores que especificamente dirigiram sua mensagem ao reino de Judá e que pregaram neste contexto: Joel anuncia o juízo de Deus através do Império Babilônico, simbolizado numa praga de gafanhotos; Miquéias era contemporâneo de Isaías e sua mensagem antevia a destruição de Jerusalém; Habacuque escreveu a respeito do domínio dos babilônios sobre Judá. Sofonias, ainda que também prega às nações, porque estas compartilharão a destruição que Judá e Israel sofrerão, debaixo dos impérios assírio e babilônico; 2. O Reino de Israel: Amós, embora originário do reino de Judá, pregou ao reino de Israel. Em seu livro uma há grande preocupação com a justiça social e é o primeiro a se referir ao “Dia do Senhor”, que preanuncia o juízo de Judá e Israel através de impérios gentios; Oséias revela a mensagem de Deus através dos infortúnios de seu casamento(s), teria sido ordenado por Deus a casar-se com uma prostituta para simbolizar a infidelidade da nação de Israel -- cuja destruição é iminente. 3. A Comunidade Judia Pós-Exílica. Três profetas pregaram aos que retornaram a terra de Israel: Ageu, ainda que se referiu à queda dos reinos em poder, sua principal mensagem ao povo foi a exortação para reconstruir o templo; Zacarias está interessado em levantar o ânimo da comunidade, lembrando-os dos erros dos pais e apontando-lhes um futuro glorioso; Malaquias tem sua mensagem lidando com o relaxo religioso que os israelitas estavam vivendo, pouco tempo depois de terem voltado do Exílio. 4. As Nações. Embora vários profetas menores fazem referências às nações à volta de Israel, ou que dominaram a nação em várias épocas, há três deles que tratam especificamente delas: Jonas, ainda que relutante, foi ordenado pregar à capital da Assíria, Nínive, o que a teria livrado de uma prematura destruição; Naum, trata da eventual destruição de Nínive (é discutível qual destruição se refere, se nos dias de Senaqueribe, Assubarnípal ou se pelos Medos Babilônios), que, adiada nos dias Jonas, foi inevitável depois, segundo a profecia de Naum. Obadias, que para alguns era um edomita convertido ao Javismo, foi chamado a profetizar à sua nação, Edom, condenando sua arrogância e violência contra Israel, sua nação-irmã.

Em analisando a mensagem dos Profetas Menores nota-se que há uma preocupação com o levantamento dos impérios mundiais, os quais se tornaram instrumentos de juízos divinos tanto a Israel como Judá, e demais nações. Há também frequente referências às nações vizinhas ou poderes emergentes com os quais Judá e Israel tiveram que lidar. Finalmente, há os profetas pós-exílicos que se ocupam com a Comunidade Pós-Exílica em Jerusalém, encorajando-os na reconstrução da nação.

Os profetas menores trazem uma contribuição importante para a teologia bíblica. Deles aprendemos que Deus não tem favoritos, pois o povo de Deus é tratado como as outras nações quando se afasta dos Seus caminhos. Através deles também nos conscientizamos que Deus soberanamente lida com as nações para o cumprimento dos Seus propósitos. E, por fim, vemos que Deus cuida e encoraja os seus filhos e filhas a prosseguirem em comunhão com Ele, sejam como nação, ou como indivíduos.

O estudo dos Profetas Menores é o assunto de uma matéria específica em um dos programas do Instituto Teológico Simonton. Se você gostaria de conhecer mais a respeito desse impressionante grupo de servos de Deus, considere estudar conosco, matriculando-se em nossa escola, seguindo o link abaixo:

http://itsimonton.tripod.com

itsimontonlogo


[1] http://www.soniclight.com/constable/notes/pdf/obadiah.pdf

Monday, January 16, 2012

O Que Dizer aos Ateístas?

Pelo Rev. Jose V. S. Oliveira

atheistSim, é verdade você não pode provar a existência de Deus, cientificamente. Mas, sabe de outra coisa que também é verdade? Você também não pode provar que Deus não existe. A certeza da existência de Deus está em cada ser humano. Você, como um ateísta, pode negar – é o seu direito – mas, eu sei que Deus pôs o conhecimento dEle na personalidade de cada ser humano, pois a personalidade, como um dom de Deus, carrega a marca registrada de Deus – é divina.

Crer o ou não crer em Deus não é uma questão epistemológica, de saber se Deus existe ou não – esse conhecimento é inato no homem. Antes, é uma questão psicológica, pois se refere à capacidade humana de fazer decisões, neste caso, se vai ou não aceitar a existência de Deus. Ateus são pessoas que decidiram não crer na existência de Deus, pois como é possível não crer no que não existe? Assim, para que o ateu possa dizer, “Eu não creio em Deus” ele tem que aceitar o pressuposto da existência de Deus, ao menos em teoria – e aí está formulada -- mesmo para o ateu, a idéia de Deus, a qual ele rejeita, dizendo, “não creio nisto”.

Crentes ou ateus, todos nós sabemos que todas as coisas demandam uma origem primeira. Quando era criança, brincava com os amigos de “porque dos por quês”. Esta brincadeira consistia simplesmente em perguntar “por que?” a tudo que o companheiro dissesse. O resultado era que, se levássemos a brincadeira longe suficiente, a pessoa teria que responder ou, “não sei”, ou “porque Deus quis, ou fez”. Continue se perguntando sobre a origem última das coisas e você chegara à conclusão de em algum momento deve ter havido uma causa não-causada. Esta causa é Deus. Ou, você pode dizer, que esse processo se repete “ad-infinitum”, e aí, também encontrará Deus, pois Deus é o Infinito.

A maioria dos ateus tem um deus, ao quais alguns admitem, mas outros não. Na verdade, os ateus possuem um de dois de seus deuses, ou seja, eles mesmos, ou a Ciência, melhor qualificada com pseudociência. Recentemente, conversando com alguém que se diz ateu, ele me disse, “Eu sou Deus, eu sou o meu Deus”. Chamo de pseudociência, o conjunto de teorias científicas que os ateus reúnem para negar a Deus, porque a verdadeira Ciência não se ocupa em provar ou negar a existência de Deus porque Deus não é um objeto científico, é objeto da religião, da fé.

Sendo como sou, um fã inveterado da Humanidade, admiro os seres humanos em alto nível. Nós somos a coroa da Criação ou da Evolução, se assim desejam entender os ateus. Admiro os ateus porque são pessoas que realmente pensam. Infelizmente, chegam a conclusões erradas no que é básico e primordial, como a existência de Deus, mas ateus possuem muitos argumentos válidos nas áreas de humanidades, principalmente economia, filosofia, sociologia e psicologia. Ateus, são uma classe de seres humanos que melhor utilizam um dom de Deus – suas mentes. Neste aspecto, eles são uma prova viva da existência de Deus.

Mas tenho certa dificuldade com alguns tipos de práticas (não posso chamá-las de argumentos, pois na realidade não são) que utilizam para enfatizar os seus pontos de vista. Uma dessas práticas, em meio de sarcasmo, ironia, é tentar ridicularizar a posição contrária, em vez de apresentar argumentos sólidos. Eu sei que ridicularizar é um recurso utilizado nos debates quando uma parte se encontra sem argumentos. É chamado o argumento do desespero. Tenho visto isto apresentado no Facebook, ultimamente, por algumas pessoas que se dizem ateus. Talvez seja por que eles não creiam em um juízo divino que pensam que podem tratar as demais pessoas e as suas convicções religiosas com desrespeito. Pergunto: por que os ateus não ajudam um pouco a Evolução e tentem ser tornar melhores seres humanos, respeitando os seus semelhantes, mesmo que pensem diferentemente?

Minha intenção não é condenar os ateus... Afinal, cada qual é livre para tomar as suas próprias decisões. Se você é ateu e decidiu não crer em Deus – isso é terrível e triste, mas é sua decisão e você é quem deverá viver com ela, e, ao fim desta vida, comparecerá na presença de Deus para justificar sua escolha. Sim, isso mesmo: o fato de que você diz não crer em Deus não significa que ele não exista. Eu posso dizer o quanto queira que não sou, ou não me considero filho de meu pai, mas isso não muda o fato de que ele me gerou. Assim também com Deus, negue o quanto quiser, mas isso não faz nenhuma diferença à verdade de Deus existe. Oh, sim, não é somente a minha opinião, é a minha a e a de bilhões de pessoas neste planeta, que, para os ateus, estão todas equivocadas... Mas, se ainda fosse somente a minha opinião, creio que ela tem o mesmo peso e valor do que a sua, no mínimo. E assim, como respeito a sua pseudo-incredulidade, gostaria que respeitasse a minha crença.

Temas como a existência de Deus são discutidos em Teologia Própria, em uma secção chamada Prolegomenos, onde os argumentos pró e contra Teísmo são apresentados. Também se estuda em Apologética, uma prática que a às vezes faço minha, mas não muito à vontade porque alimenta o conflito. O Instituto Teológico Simonton possuem matérias como as referidas que discutem a existência de Deus, através das quais o estudante que se prepara para o ministério poderá fortalecer as suas convicções deístas. Se você gostaria de saber mais a respeito de nossa escola, clique no link abaixo:

http://itsimonton.tripod.com

itsimontonlogo

Saturday, January 14, 2012

Adoração como Homenagem a Deus

 
Artigo pelo Rev. Jose Oliveira, M.Div.

prostrado_fundo_brancoAnos atrás, ainda quando vivia em meu país, Brasil, eu ouvi pela primeira vez um hino de adoração que tocou e tem tocado muitíssimo meu coração, ao longo dos anos. O hino se chama “A Deus, seja a Glória” e o refrão repete: “A Deus seja a glória por tudo que Ele tem feito”[1]. Quando vim aos Estados Unidos estudar para o meu Mestrado, fiz uma matéria sobre Adoração, e no trabalho final apresentei um conceito de adoração como “Tributo”, lembrando-me daquele hino cujo nome oficial em Inglês é “My Tribute”, “Meu Tributo”. Minha exposição ainda que estudantil, recebeu uma avaliação laudatória do professor, dizendo que tinha “mérito”, isto é, que era procedente e argumentável. Não creio que o conceito fosse original, pois se o fosse eu não o teria encontrado em uma canção traduzida para o Português. Mas creio que é um dos conceitos mais próximos do que a adoração realmente é. Porém, depois de anos refletindo sobre o conceito “tributo”, em si mesmo, vi que ele também contém aspectos que se distanciam da natureza própria da “Adoração”, tal como o sentido de “pagamento obrigatório” a um governo ou soberano. Assim, busquei nesta palavra aquele sentido que mais se enquadrava à verdadeira adoração a Deus, e encontrei que adorar a Deus é basicamente “homenagear a Deus”. Por isso, gostaria nesta oportunidade analisar adoração a Deus como uma homenagem, por que homenagem inclui os sentidos que me impressionaram no conceito de "tributo", mas deixa fora o aspecto compulsório.

Primeiro, adorar a Deus, como uma homenagem, significa o reconhecimento de que Ele merece a nossa adoração. Uma homenagem é feita para reconhecer o mérito que uma pessoa possui em sua personalidade ou pelos seus feitos. Ao contrário do tributo, cuja expressão inclui o senso de obrigação, uma homenagem é um ato voluntário, resultante do conhecimento e relacionamento com o homenageado; no caso de Deus, adorar através de homenageá-lo, decorre da contemplação e comunhão com Ele com o sentido de exaltação. Adorar a Deus é reconhecer que a Sua pessoa e os seus feitos são incomparavelmente perfeitos, e esta conscientização causa o desejo de homenageá-lo de livre e espontânea vontade. Homenagem é cabível a Deus pelo seu aspecto voluntário. Se alguém pede, requer ou obriga ser homenageado, todo o valor de tal homenagem se perde nesta requisição. Deus não pede ou requer nossa adoração, mas Ele a aceita e se alegra com ela, quando sincera e genuína. Adoração também não é compatível com o sentimento de culpa ou obrigação que possa residir no adorador. Tais sentimentos maculam a genuína adoração, pois sua motivação primeira não seria Deus, mas o sentimento de obrigação que se instalou no adorador. A contemplação da pessoa e dos feitos de Deus pode produzir um sentimento genuíno de gratidão no adorador, o qual Deus certamente aceita, mas a mais pura adoração vem do sentimento de uma sobrepujante admiração pela pessoa de Deus.

Segundo, adorar a Deus como uma homenagem é resultado de um relacionamento pessoal com Deus. Embora Deus possa ser visualizado como muito mais do que uma pessoa, pois Ele é o Centro e a Fonte de tudo que existe, certamente Ele se revelou às suas criaturas basicamente como uma pessoa na figura de Pai. Deus, em sua infinitute, pode ter relacionamentos não-pessoais com seres-não pessoais e estes também o adoram; primeiramente, com o seu simples existir, e talvez de outras maneiras que só Deus possa perceber. Contudo, é através de nossa personalidade, que nós, seres humanos, adoramos a Deus – como pessoas. Deus nos criou à sua imagem e semelhança, como pessoas para que pudéssemos nos relacionar com Ele como pessoas. Homenagear a Deus na adoração, como pessoas significa que utilizamos as faculdades de nossa personalidade ao adorá-lo. Antes de qualquer coisa, o adoramos com entendimento. Ainda que não compreendamos tudo a respeito de Deus, aquilo que compreendemos é suficiente para produzir em nós o desejo de adorá-Lo. Também o adoramos como indivíduos, isto é pessoas únicas, distintas de quaisquer outras em todo o Universo. Deus se regozija em receber a adoração de cada um dos seus filhos e filhas porque cada um nós é um ser único em sua presença. Por fim, adorá-lo como pessoa significa uma adoração livre, isto é, originada espontaneamente em nossa vontade. É uma escolha livre e pessoal. Homenagear a Deus como pessoa, só pode acontecer no contexto do relacionamento pessoal. Sem comunhão pessoal com Deus, não pode haver genuína adoração.

Terceiro, adorar a Deus é uma homenagem sem pretensões de retribuição. Retribuição é uma lei universal. Isto é declarado na lei da Física que diz: “toda ação provoca um reação de igual intensidade”. Porém, na Religião, muitos têm usado o conceito de retribuição como uma estratégia de troca, na qual o religioso, através de sua devoção espera receber, em troca, um benefício da deidade adorada. A genuína adoração não é compatível com este conceito de adoração, pois a autêntica adoração não espera nada em retorno; mesmo o prazer de se adorar, o qual, ainda que presente na adoração, não deve ser o motivo da mesma. A adoração busca nada mais que a exaltação exclusiva da pessoa de Deus. Homenagem a Deus como adoração, particularmente cabe a este propósito, pois da mesma maneira que requerer uma homenagem deturpa a mesma, também o esperar retribuição pela homenagem prestada, a invalida como uma autêntica homenagem. Deus não vai lhe dizer “obrigado” pela sua adoração, pois nada o obriga a nada, e o adorador nada deve esperar de sua adoração – esta, por si mesma se basta. A adoração a Deus, como uma homenagem deve ser desinteressada, sem segundas-intenções ou pretensões. Por isso, quando adoramos a Deus, devíamos nos abster de fazer petições -- somente louvor.

É maravilhoso saber que podemos adorar a Deus desta maneira, conscientemente, pessoalmente e desinteressadamente. E assim podemos porque fomos criados por Deus com esta capacidade. Deus não nos criou porque Ele tinha qualquer tipo de necessidade, ou seja, Ele desejava ser adorado pelas suas criaturas. Deus é absolutamente suficiente. Ele não necessita de nossa adoração; mas, interessantemente, a aceita e se regozija com ela. Assim, se existe um propósito na adoração a Deus, este deveria ser o de agradar a Deus, e isto, não se limita a lugar e tempo designados para o que chamamos adoração, mas deve ser praticado a todo o momento pelo desejo de agradar a Deus em fazendo a sua vontade.

Adoração é um dos temas estudado amplamente no Instituto Teológico Simonton em várias disciplinas, mas, especialmente no Bacharel de Honra, o aluno terá oportunidade de fazer uma matéria chamada “Liturgia”, na qual o tema “adoração” recebe uma atenção especial. Adoração é um tema bastante importante dentro do estudo teológico. Se você gostaria de saber e aprender mais sobre isso, considere estudar no Instituto Teológico Simonton, clicando no link abaixo:
http://simonton.atwebpages.com

[1] http://www.youtube.com/watch?v=QxBpqChwuRU.
itsimontonlogo

Thursday, January 12, 2012

Crente Cola na Escola?

 
clip_image001Pelo Rev. Jose Oliveira, M.Div.
Confesso que já colei na Escola. Mas àquela época, no colegial (ainda não se chamava Segundo Grau), eu não havia aceitado a Jesus como meu Salvador e Senhor. E depois, colei alguma vez? Não, nunca. Mas tristemente tenho que revelar que tenho visto nos bancos dos seminários que frequentei, muitos seminaristas colando nos exames. E ai, como é que fica? Eu atribuo estes deslizes assim como outros, à imaturidade dos jovens crentes, que embora chamados ao pastorado, não eram pastores ainda...

Cola na escola era sempre assunto na Escola Dominical e nas palestras dos acampamentos que frequentei. Se me lembro bem, havia três razões por que não colar na escola, todas elas enfatizando que era mesmo, pecado. Alguns podem não concordar em trazer todo o peso do conceito “pecado” para a cola, porque, pecado, em última análise significa rebelião consciente e definitiva à pessoa e ao amor Deus. Mas eu diria que não há dúvida que colar na escola revela uma fraqueza espiritual. Vejamos que tipos de raciocínios estão por detrás da cola na escola:

Primeiro, o crente, ou qualquer outra pessoa que cola na escola, pode pensar que “os fins justificam os meios”. Os fins não justificam os meios, os fins determinam os meios. Se o fim é nobre, os meios devem também ser nobres. Adquirir uma educação escolar é pressupostamente, um fim socialmente nobre, portanto, os meios para adquiri-la devem ser nobres também. Mas, ao final, nobreza é uma questão de caráter e caráter não se forja de um dia para o outro, vem com a maturidade.

Segundo, o crente ou qualquer outra pessoa que cola na escola, pode pensar que “Ninguém vai saber”. Recordo que quando no seminário, alguns professores tinham tanta confiança nos alunos seminaristas que entregam a prova à classe e saiam da sala, pois tinham consciência de que estavam lidando com futuros pastores e lhes dava um voto de confiança, que, como disse, alguns traíam. Alguns professores que não saiam da classe, sabiam quais alunos estavam colando, mas nada diziam, pois sabiam que estes futuros pastores deveriam acertar isso com Deus. Mas alguns alunos quando a cola era muito evidente, eram chamados à reitoria para “aconselhamento”. É engano do aluno pensar que “ninguém vai saber”. Bons professores sabem, na maioria das vezes, quando um aluno está colando. E, ademais, há muita gente que sabe: o próprio aluno, o Espírito de Deus, os anjos (invisíveis ao redor), outros alunos, ao redor... Como Jesus disse, não ha nada que seja oculto que não será revelado.

Terceiro, o crente ou qualquer outra pessoa que cola na escola, pode pensar “É só desta vez...” Não há dúvida que repetir o mal praticado uma vez, é pior do que praticá-lo uma só vez, no sentido de que o dano pode ser menor. Mas a verdade é que a nossa natureza animal gosta das coisas que adquirimos sem esforço, e certamente colar uma vez será uma tentação para repetir outras vezes. Se não temos a força para dizer não a uma ação questionável agora, quem nos garantirá que a teremos depois? Pelo contrário, aceder à fraqueza nos faz ainda mais fracos. Essa é a razão por que é tão difícil abandonar os vícios. É melhor fazer a escolha certa da primeira vez, pois o que é certo fortalece o caráter.

Existem outras justificativas dadas por alunos para a cola na Escola. Mas diga o que se diga, cola não deixa de ser mentira, desonestidade e ofensa à credulidade alheia. Quanto mais se cola, menos se confiará nos estudantes. Colar não é só trazer as respostas prontas num papelzinho ou escrevê-las em qualquer parte do seu corpo. É também utilizar o trabalho de outros, como escritos, livros, etc., como se fossem seus, sem revelar e dar crédito ao verdadeiro autor, a isso chamamos de plágio, a “cola” de muito estudante universitário.

No Instituto Teológico Simonton somos sérios a respeito de plágio. A cola tradicional não ocorre em nossa escola, pois todas as provas são de “livro aberto”, isto é, de livre-consulta. Mas quando alunos utilizam informações de outros como se fossem suas, temos para isso, tolerância zero, e qualquer trabalho assim apresentado terá que ser refeito. Em nossa escola temos três grandes “Nãos”: 1. Não Aceitamos Plágio, 2. Não Aceitamos Experiência Como Crédito Acadêmico e 3. Não Vendemos Diplomas. Se você gostaria de estudar Teologia em uma escola séria, considere o Instituto Teológico Simonton, visitando o nosso website:
http://itsimonton.tripod.com
itsimontonlogo

Monday, January 9, 2012

EMOÇÕES

Pelo Rev. Jose V.S. Oliveira, M.Div.
As origens das emoções são estímulos à nossa personalidade. Existem três tipos de estímulos que podem causar emoções: físicos, mentais e espirituais. Cada um desses estímulos pode causar sentimentos de alegria ou tristeza, os quais alteram o estado normal da consciência requerendo atitudes volicionais (isto é da vontade, decisões e ações) que os aceitam ou rejeitam. Por exemplo, um golpe físico que causa dor, causará tristeza, e pode levar à ação de rejeitar esse sentimento inconfortável através de mover-se para longe to instrumento que causou a dor, ou reclamar, gritar, chorar para aguentar a dor. Todos os estímulos são processados pela mente, onde são interpretados e etiquetados como bons ou maus e demandam atitudes ou ações de aceitação ou rejeição. Por exemplo, o estímulo físico de ouvir uma declaração de amor do tipo “Eu te amo, mamãe”, geralmente é interpretado pela mãe como um bom estímulo e pode levar a mãe a decidir abraçar e beijar o filho que fez tão amorosa declaração. Contudo uma declaração adversa, como uma expressão de desobediência pela criança, pode levar a mãe a tomar uma ação de rejeição e mesmo disciplinar o filho ou a filha fisicamente.

Estímulos Físicos
Estes estímulos causam emoções através dos cinco sentidos, tato, olfato, audição, visão e paladar. Nossa mente traduz esses estímulos como bons ou maus, causando sentimentos agradáveis ou desagradáveis, e propõe um curso de ação que requer uma atitude ou ação, a qual o “eu” decidirá executar ou não. Ressaltemos que a noção de “bom” ou “mal” é inteiramente relativa aos valores ou padrões éticos que cada pessoa aceitou em sua vida. Por exemplo, se uma pessoa assumiu em sua vida que todas as pessoas são mentirosas e que querem, ultimamente, ferir aos outros, essa pessoa receberá qualquer demonstração de afeição com reservas e reagirá adversamente do que normalmente esperado. Por isso, é importante possuir valores éticos que o ajudem aceitar e entender a origem, natureza e propósito dos estímulos para reagir a eles adequadamente. Aqueles instintos que são biologicamente adquiridos como o instinto de sobrevivência ou instinto sexual, também podem ser classificados como estímulos físicos

Estímulos Mentais
Emoções podem ter origem tão somente no domínio mental. A mente é uma faculdade imaterial que transforma os estímulos do cérebro em pensamentos, agrupando-os conforme suas origens e tipo. A certa idade, esses pensamentos possibilitam o aparecimento de uma identidade (o “eu”) que os utiliza para tomar decisões. É aí que a consciência de si mesmo aparece e o indíviduo passa a ter uma “vida mental” por si mesma. Assim, uma pessoa pode experimentar emoções de prazer ou dor exclusivamente em decorrência de processos mentais. Por exemplo, lembrar-se de uma situação triste como o passamento de uma pessoa querida, pode causar tristeza e levar uma pessoa a chorar.

Estímulos Espirituais
Ainda que não reconhecido por alguns, os estímulos espirituais existem e são percebidos pela personalidade humana em diferentes níveis. Os estímulos espirituais têm sua origem em fenômenos de ordem espiritual. A presença de Deus em todo lugar é um estímulo espiritual em todos os seres humanos percebidos naturalmente pela personalidade, que é um dom de Deus. A presença do Espírito de Deus na mente dos seres humanos também produz estímulos de ordem espiritual e mental que são processados pela alma e/ou mente do individuo, também causando emoções de acordo com os valores éticos previamente aceitados. E por fim, a presença de seres espirituais como os anjos ao nosso redor, também interagem com nossa personalidade, podendo causar reações e emoções diversas, às vezes de prazer e às vezes de medo.

Emoções são fenômenos muito importantes em nossa personalidade. Dependendo de como as dirigimos, podemos nos tornar melhores ou piores pessoas neste mundo. Agir exclusivamente pela influência de uma determinada emoção nunca é bom. Emoções requerem ações que devem ser pesadas pelo raciocínio e examinadas pelos princípios éticos que cada um possui. Mas principalmente, as emoções devem ser examinadas se procedem exclusivamente de nossa natureza animal ou se vêm do Espírito de Deus que habita em nós. Qualquer emoção, não deve ser dada livre extravasamento, pois nossa natureza física sempre desejará mais do que causa prazer, ad infinitum, e via de regra, rejeitará o que causa desconforto. Contudo, prazer e dor não devem ser critérios para decisões, mas sim, nossos valores éticos, por isso, qualquer emoção deve ser controlada, mesmo aquelas emoções de ordem espirituais.

As emoções, suas origens, naturezas e propósitos, são estudados principalmente nas matérias relacionadas com Psicologia. Na área de Humanidades, o Instituto Teológico Simonton oferece a matéria Introdução à Psicologia como integrante do preparo do aluno para o ministério. Se você deseja conhecer mais a respeito de nossa escola, siga o link abaixo:
http://itsimonton.atwebpages.com