Saturday, December 31, 2011

Como Celebrar o Revellión

reveillon-2012Este ano, na virada do ano, como nos anos anteriores, muita coisa triste vai acontecer... a criminalidade vai aumentar... Haverá mais homicídios do que em outros dias, haverá mais acidentes do que em outros dias, haverá mais estupros que em outros dias – tudo porque muitas pessoas não sabem como celebrar o novo ano, e, alguns literalmente não o adentram, por que morrem, devido à irresponsabilidade própria ou de outros.

Na celebração da Passagem de Ano há um misto de nostalgia com esperança. Quem sabe saudades do ano que se encerra e uma expectativa pelo ano que se inicia. Os pessimistas, claro, nunca têm nada para agradecer do ano que passou e já predizem coisas ruins para o ano que se aproxima. Graças a Deus que eles são a minoria. A maioria das pessoas tem motivos para celebrar... Mas, por favor, celebremos com alegria, mas também com comedimento, para que a alegria descontrolada não se torne irresponsabilidade e traga com ela tragédias, com tristezas para muitos.

Eis aqui alguns conselhos úteis que a experiência nos ensina em como celebrar este Revellión:

1. Não Beba e Dirija – Se você pretende se embebedar, por favor, deixe o seu carro em casa, ou, antes de começar a beber, entregue a chave para alguém que não beba (pague alguém, se necessário) e que o leve de volta para casa no fim da festa. Lembrem-se, bebida e direção é uma péssima combinação é certeza de risco e muitas vezes termina em tragédia.

2. Não Carregue Armas-de-Fogo – as quais você não deveria ter de qualquer maneira. Muitos homicídios no Ano Novo ocorrem por que pessoas se embebedaram, tiveram acesso a armas-de-fogo e a usaram em um momento de raiva... Aí temos outra combinação trágica: bebidas, brigas e armas de fogo. Para se manter fora de problemas, não carregue qualquer tipo de armas.

3. Não Se Envolva Em Brigas e Discussões – Muitos relacionamentos são quebrados nas festas de fim de ano, muitas vezes tomando muito tempo para serem restaurados, às vezes, anos. Lembre-se que celebrar não quer dizer provocar. Não provoque brigas e não se sinta provocado... Não há o ditado, “quando um não quer, dois não brigam”? Pois seja você esse um que não provocará brigas e não se sentirá provocado.

4. Não Se Torne Uma Vítima – No fim de ano, devido a drogas e bebedeiras, muitos jovens, e mesmo adultos, tomam decisões da quais podem se arrepender pelo resto de suas vidas... Esposos e esposas podem aceitar uma oportunidade para trair um relacionamento de muito de muitos anos... Moças podem se entregar sexualmente a pessoas que conheceram somente horas atrás e muitas se engravidam em ocasiões como estas... Moços podem aceitar convite para “provar” um cigarro de maconha, um dose de cocaína, ou qualquer outra droga. Muita infelicidade pode ser evitada se você tomar a decisão de não tornar-se uma vítima neste Revellión.

Uma boa maneira de passar o Ano Novo é na Igreja, junto com a sua família e irmãos. Se passar a virada do ano com amigos e parentes, se contenha para que os parentes continuem sendo amigos e os amigos tão chegados como os parentes...

E, não se esqueça de agradecer a Deus pelo novo ano que se avizinha. Afinal é Ele quem a todos dá vida; então agradeça a Ele e Lhe peça direção para o ano que entra.

Se você seguir estes conselhos, certamente você terá feito tudo para ter um bom Revellion!

Feliz Ano Novo a Todos!

Rev. Jose Oliveira, M.Div.

Diretor do Illinois Theological Seminary, Instituto Teológico Simonton.

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Friday, December 30, 2011

Por Que Alguns Estudiosos da Bíblia não Acreditam na Autoria Paulina de Certas Epístolas?

Epistolas-Paulinas-220211“-- Por que são incrédulos!” poderá responder um recém-convertido a Cristo e crente em tudo que está escrito na Bíblia. Mas, quem sabe, depois de estudar um pouco, vai compreender que nem tudo que está escrito na Bíblia como a temos impressa hoje, é realmente parte dos manuscritos antigos que foram traduzidos para as línguas modernas. Por exemplo, os títulos dos livros e das epístolas não constavam dos autógrafos (os originais mesmos escritos pelos autores bíblicos). Paulo não sentou e escreveu no cabeçalho da sua epístola aos Romanos “Epístola de Paulo aos Romanos”. Muitas vezes não há informação nenhuma, no livro mesmo, de quem o escreveu. Um exemplo disso no Novo Testamento é a Epístola aos Hebreus. Embora algumas impressões antigas da Bíblia tragam que é de autoria do apóstolo Paulo (como pensam alguns), não há provas suficientes para se afirmar isto categoricamente; daí, o fato de que nas impressões modernas, Hebreus não traz nome de nenhum autor.

Para se chegar a conhecer a autoria dos livros bíblicos é preciso fazer-se uma investigação. Em uma investigação, para se chegar a uma conclusão plausível, depende-se muito da presença e interpretação das evidências. Na hermenêutica (interpretação) bíblica se busca pelas evidências da autoria e, se presentes, passa-se então a interpretá-las de acordo com certas regras aceitas. Há dois tipos de evidências: as evidências internas e as evidências externas. As internas são aquelas informações ou indícios dentro do texto propriamente dito; as evidencias externas são aquelas colhidas independemente do texto, mas a respeito do texto.

Retomando a nossa pergunta, então, por que alguns estudiosos duvidam da autoria paulina de algumas das epístolas. Essa dúvida não decorre de uma incredulidade pueril, como aqueles que dizem “papel aceita tudo”... Muitas dessas pessoas são estudiosos sérios, que dedicaram grande parte de suas vidas investigando o material bíblico com o objetivo de descobrir sua real autenticidade. Assim, estes estudiosos examinam, sem paixão, todos os aspectos respeitantes ao texto bíblico, as evidências internas, isto é as informações explícitas e implícitas no texto, incluindo o estilo e a precisão das informações dadas, e as evidências externas, tais como testemunhos outros autores contemporâneos, bíblicos ou não, fatos históricos, informações geográficas, religiosas, e teológicas que comprovem ou discordem das informações dadas. No caso de Paulo, várias das suas epístolas são consideradas pseudo-paulinas. Estas são: Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito e Filemon.

Estas epístolas são chamadas pseudo-paulinas, pois utilizariam o nome de Paulo como um pseudônimo, isto é, para ocultar o nome do verdadeiro autor. Esta prática, naqueles tempos antigos, não era utilizada não com intenções fraudulentas, mas com a intenção de se fazer uma homenagem a um personagem ilustre. Era uma prática geralmente utilizada pelos discípulos de um mestre, como uma maneira de propagar o seu ensino. Este procedimento, historicamente comprovado, veio a fortalecer as suspeitas de alguns estudiosos de que algumas epístolas de Paulo não haviam sido escritas por ele mesmo, mas talvez por alguns dos seus discípulos, ainda que algumas tragam o tradicional endereçamento Paulino ao inicio das mesmas.

Estimulados por suas suspeitas, esses estudiosos se debruçam a analisar vários aspectos relacionados a estes escritos, sejam, além das mencionadas evidencias, o contexto histórico, estilo e linguagem, o conteúdo e teologia.

Ainda que considerado bastante relativos por muitos, o estilo e a linguagem, bem como o conteúdo teológico determinam bastante a opinião destes estudiosos para rejeitarem a autoria paulina. Neste caso, o vocabulário, a estrutura das sentenças, o emprego de frases idiomáticas e jargões, etc, são comparados com outros escritos de Paulo a respeito dos quais não há duvida de que ele seja o autor. Se se encontra inconsistência nestes fatores, deduz-se que estas epístolas não são genuinamente paulinas. Por exemplo, E. J. Goodspeed opinou que em Efésios, o vocabulário mostra uma relação bem próxima com o vocabulário da Epístola aos Efésios escrita por Clemente, um Pai da Igreja, quase no fim do século segundo, duvidando, portanto da sua autoria paulina. A fraqueza desta opinião se encontra no fato de que estilo e linguagem podem variar por motivos outros que autoria diferente, como diferentes temas, endereçamento, circunstancias históricas ou mesmo maturação pessoal.

Já o conteúdo teológico é a causa para se descrer da autoria paulina de alguns dos escritos atribuídos a ele, como por exemplo, as Epístolas Pastorais, que B. S. Easton julgou estar em discordância com outros autênticos escritos de Paulo. De novo, o contexto histórico pode determinar diferentes ênfases na em uma teologia expressada, sem necessariamente indicar um autor diferente.

A questão da autoria paulina das epístolas mencionadas e até mesmo outras é bastante debatida e há boas razões tanto para ambos os lados da discussão. Na verdade pouco muda para o valor dessas cartas se se comprovasse que não são paulinas. Ainda que isto possa ser considerado um fator determinante de sua inclusão no Cânon, a razão final por que são aceitas pela Igreja é devido ao seu conteúdo e relevância para a fé pessoal na Pessoa e ensinos de nosso Senhor Jesus Cristo.

Este tema é estudado no Instituto Teológico Simoton dentro da matéria Introdução ao Novo Testamento; ao estudá-lo o aluno tem liberdade para considerar os argumentos dados a favor e contra e tomar a sua própria posição a respeito. Se você gostaria de se inteirar melhor a respeito do currículo da nossa escola, dirija-se a este endereço na internet:

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Thursday, December 29, 2011

Como se Formou o Novo Testamento?

Pelo Rev. Jose V. S Oliveira, M.Div.

pergaminhoAntes de tudo seria bom que se soubesse que Jesus mesmo não escreveu nenhuma parte da Bíblia. Não há registro algum no Novo Testamento que nos permita dizer que Jesus escreveu algo que ficou para a posteridade.

Além disso, quando as pessoas escreveram os livros que se tornaram o Novo Testamento, a maioria dos escritores, senão todos, não tinham a mínima idéia de que estes se tornariam parte de uma coleção chamada Novo Testamento, como Israel tinha o Antigo Testamento. Seus escritos eram destinados a promover a evangelização e comunicação com as Igrejas, nos caso das epístolas.

Depois do primeiro século, quando muitos escritos sobre Jesus apareceram no Império Romano, cristalizou-se uma preferência dentro da Igreja Cristã por aqueles livros que eram considerados mais fidedignos à história de Jesus, em geral, tidos como escritos pelos apóstolos ou por seus associados mais chegados. Por séculos os livros do Novo Testamento foram aceitos variadamente nas comunidades cristãs, bem com a autoridade dos mesmos variava de igreja para igreja e de região para região.

Em 1546, no Concílio de Trento, foi definido o que hoje se chama “Cânon Bíblico”, porém, com a inclusão dos assim chamados livros deutero-canônicos (apócrifos, para os protestantes) do Antigo Testamento. A lista dos livros do Novo Testamento era exatamente igual à que temos hoje. Alguns livros levantaram muita polêmica para serem aceitos no Cânon, como por exemplo, o Apocalipse, a Carta de Tiago (a qual foi uma vez rejeitada mesmo por Lutero) e algumas epístolas cuja autoria era duvidosa, como Efésios, Colossenses, II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemon e Hebreus.

Portanto, a formação do Novo Testamento, e a sua aceitação na Igreja Cristã, foi um processo, chamado de canonização, no qual a autoridade destes escritos foi gradualmente se impondo nas comunidades. É de opinião geral que o Cânon está “fechado”, isto é, que nenhum outro livro pode ser acrescentado aos 66 livros que hoje temos na Bíblia. Contudo, isto é discutível, segundo alguns estudiosos.

A discussão da formação do Novo Testamento é longa e complexa, podendo ser abordada por vários ângulos,tais quais os histórico, teológico, crítico-textual, etc. O que não há como negar, é que nenhum outro conjunto de livros religiosos influenciou mais a humanidade como têm influenciado estes, que compõe o Novo Testamento. É de fato, um tesouro de conhecimento religioso, que nos informa dos ensinos de Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado neste mundo.

Se você deseja saber mais sobre a formação do Novo Testamento, considere matricular-se em um dos programas do Instituto Teológico Simonton, onde o assunto é abordado em várias matérias disponíveis. Para maiores informações siga o link abaixo:

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Wednesday, December 28, 2011

Quais São os Profetas Maiores?

Pelo Rev. Jose V. S. Oliveira, M.Div

peqprofetasmaioresEssa é uma pergunta interessante, porque há várias maneiras de classificar os Profetas Maiores. Primeiro, vamos esclarecer que o título “Profetas Maiores”, não se refere, primariamente, à importância destes profetas assim chamados de “maiores”, mas ao tamanho dos livros em comparação com os outros escritos proféticos. Isso esclarecido, vejamos como podem estes Profetas Maiores ser classificados.

Em primeiro lugar, mencionemos a maneira católica romana de classificá-los. Como se sabe, o Cânon Católico tem alguns livros a mais do que o Cânon Protestante. Ele segue a relação dos livros incluídos na Septuaginta. Assim, os profetas maiores segundo o Cânon Católico não são cinco, mas seis. Eles incluem o Livro de Baruque, um discípulo de Jeremias que também é considerado por eles como um dos Profetas maiores.

Em segundo lugar, vejamos a maneira Protestante de se classificar os Profetas Maiores. Em nossas Bíblias evangélicas, se segue a relação encontrada na Bíblia Hebraica. Portanto, para nós, Protestantes, existem cinco Profetas Maiores, quais sejam. Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel. Na enciclopédia internética, Wikipédia, encontramos o seguinte a respeito: “Os chamados Profetas Maiores são o conjunto dos mais extensos livros proféticos do Antigo Testamento da Bíblia cristã.[1][2] O termo "profeta maior" é de origem cristã, visto que a Bíblia Hebraica não agrupa esses livros em seqüência e nem mesmo inclui o livro deuterocanônico de Baruque [como a Bíblia Católica inclui]. O agrupamento mais similar a este na Bíblia Hebraica é "Os Profetas" ou Nevi'im.”(informação entre chaves, minha).

Em terceiro lugar, consideremos que se analizarmos segundo a autoria, isto é, os supostos autores dos Profetas Maiores, não os livros propriamente, teremos somente quatro Profetas Maiores e não cinco. A razão para isso é que geralmente se aceita que Lamentações foi escrito pelo profeta Jeremias (alguns expertos podem discordar disso). Se assim considerarmos, o número dos autores dos Profetas Maiores é somente quatro, Isaias, Jeremias, Ezequiel e Daniel.

Ainda que dissemos que tal classificação se refere ao tamanho dos referidos livros não à importancia, temos que admitir que o tamanho também contribui para a importância, sem contar que a atuação destes profetas chamados “maiores” também lhe dão um maior destaque na História de Israel.

No currículo do Mestrado que oferecemos no Instituto Teológico Simonton, inclui-se as matérias “Profetas Maiores” e “Pofetas Menores”, uma classificação bastante útil ao estudo teológico de tais profetas. Se você deseja mais informação sobre nossa escola, dirija-se a:

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Monday, December 26, 2011

As Duas Conversões

PLACA-~1Em termos evangélicos, cada pessoa deve experimentar uma conversão a Deus, através de Cristo para ser genuinamente salva. Esta é uma característica do Cristianismo judaico-paulino, herdada da noção da conversão do prosélito ao Judaísmo. Desde que a doutrina da conversão, do novo nascimento é bastante enraizada no Cristianismo evangélico, assumamos a sua necessidade, para dizer que, contrariamente ao que se diz, cada ser humano necessita não só uma conversão, mas pelo menos duas, e talvez muitas conversões na sua vida.

Uma Conversão a Deus

Se qualquer ser-humano deseja ser salvo, deve passar por uma experiência de conversão a Deus. Essa conversão consiste basicamente em reconhecer a existência e soberania de Deus na sua vida, através de uma genuína fé nEle, e decidindo dar o melhor de si para fazer a vontade de Deus na sua vida. Se essa conversão vem através do conhecimento de Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal, tanto melhor, pois em Jesus Cristo temos a perfeita revelação da Pessoa e do amor de Deus ao mundo. Mas em verdade, Deus, “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” I Timóteo 2:4.

Conversão significa dar meia-volta, abandonar o caminho em que estava. A conversão a Deus é abandonar os seus próprios caminhos (vontade própria) e seguir no caminho de Deus (a vontade de Deus). Esta conversão, a necessitam todos os homens, independentemente do lugar em vivam, pois “Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam” Atos 17:30. Se qualquer ser-humano espera ter vida eterna após esta vida terrena, primeiro deve se converter a Deus e comprometer-se com a vontade dEle. Esta é primeira conversão.

Uma Conversão à Humanidade

Se a primeira conversão resulta em amar a Deus de todo o seu coração acima de todos, a segunda conversão resulta em amor ao próximo como a si mesmo, como tanto a Lei e Jesus ensinaram. A base para o amor a humanidade deveria ser, em primeiro lugar que somos todos irmãos e irmãs, filhos e filhas do mesmo Deus Criador, contudo, a Lei Áurea ensina-nos a colocar a cada um de nós como a medida do amor ao próximo: Ama ao próximo como A TI MESMO. O mal que não quero para mim, não devo fazer aos outros e o bem que desejo, devo, também, promover ao meu próximo. Conversão à Humanidade significa voltar-se ao próximo, importar-se com ele, e, segundo o ensino de Jesus, colocar o bem alheio, mesmo antes do pessoal.

Em verdade podemos dizer quem nenhuma dessas conversões é completa sem a outra. Ajudar o próximo sem o amor de Deus é mera filantropia, algumas vezes até com motivações egoístas de exaltação pessoal; amar a Deus sem amar ao próximo é inconcebível, pois amar a Deus é comprometer-se com a vontade dEle e não há dúvida que é a vontade de que nos amemos uns aos outros.

No Cristianismo Evangélico conversão muitas vezes significa converter-se do Romanismo ao Protestantismo, e alguns mesmo pensam que não há necessidade de conversão, pois nasceram em “berço evangélico”. Conversão é uma decisão, no tempo e no espaço que marca uma nova atitude para com Deus e para com o próximo. Mas, por outro lado, também necessita de uma confirmação a cada momento em que o egoísmo aparece, de novo voltando-se para Deus e o próximo. Essas são as múltiplas conversões que sustentam as duas originais.

Na realidade necessitaríamos falar somente de uma conversão, pois a conversão a Deus, deveria, naturalmente, trazer a conversão ao próximo, mas, desde que muitas vezes o indivíduo se concentra muito mais em religiosidade, ritos e superstições do que no relacionamento vivo com Deus utilizamos a idéia de duas conversões para melhor ilustrar o relacionamento ideal com Deus e os outros.

Rev. José V. S. Oliveira, M.Div,

Diretor do Instituto Teológico Simonton

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Saturday, December 24, 2011

Na Noite Antes do Natal…

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Pelo Rev. José Oliveira, M.Div.

Se fizermos uma comparação entre a maneira como pessoas passam a véspera de Natal nos dias de hoje e como a Santa Família passou o dia antes do nascimento do menino Jesus, vamos encontrar algumas similaridades que nos ajudam a refletir em como contextualizamos o Natal em nossas vidas.

Na noite antes do Natal...

As Pessoas Estavam Viajando

Nunca, em outra época do ano, as pessoas viajam como época das festas de fim de ano. Além de culminar com dois feriados importantes, Natal e Ano Novo, é também época de férias escolar e profissional. Contudo, a maioria das pessoas nesta época viaja com o propósito de passar o natal com parentes e entes queridos.

Naquele dia que precedeu o primeiro Natal, Maria e José também estavam viajando pela Palestina, de Nazaré, onde viviam a Belém, onde deveriam se inscrever para o Censo Romano. Maria, grávida, enfrentava as dificuldades das estradas precárias daquele tempo, na companhia do seu atencioso esposo. Mal sabiam eles que ao fazerem isto estavam cumprindo uma palavra profética de vários séculos antes, a respeito do Salvador que haveria de vir ao mundo:

“Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” Miquéias 5:2.

As Pessoas Estavam Buscando um Lugar para Ficar...

Ao chegarem a Belém, a cidade estava cheia com visitantes que, como Maria e José, haviam ali vindo para registrar-se no Censo Romano. E os evangelhos registram em uma nota singela: “ e não havia lugar para eles na estalagem” Lucas 2:7.

Em nossos dias, devido aos muitos visitantes na época natalina, muitos hotéis se vêem com sua quota de hospedagem toda ocupada, tendo que rejeitar muitos viajantes. Mas, raros, ou inexistentes, são os casos em que pessoas têm que dormir na estrebaria junto aos animais, por não haver lugar para elas nas estalagens locais.

Contudo, muito mais comum é a realidade que, nestes tempos das Festas, muita gente vai passar a noite nas ruas, não estar celebrando em meio a bebedeiras, mas por não ter casa, família ou amigos para onde ir. Nesta noite antes do natal, como aquele casal do primeiro natal, muita gente se verá desacolhida, sem lugar pra ficar, sem lugar para ir, sem lugar para dormir.

As Pessoas Estavam Tentando Ser Bons Cidadãos...

Maria e José estavam viajando porque havia um Decreto do Imperador que cada pessoa deveria ir registrar-se em sua cidade natal. Daí estarem se dirigindo a Belém, a cidade onde nascera José, provavelmente. Mesmo sendo contra-indicado para uma mulher grávida, como Maria, locomover-se longas distâncias dias antes de dar à luz, o casal, ciente e obediente ao seu dever civil, apesar das dificuldades, se dirigiu a Belém.

Neste dia antes do Natal, em nossos dias, há muita gente também preocupada com o desempenho de seus deveres com o governo. Mais um ano fiscal se encerra, empregadores de pequenas e médias empresas fazem seus cálculos para ver se poderão pagar o décimo-terceiro salário aos seus empregados; empregados sentam-se à mesa, em casa, reunindo seus papeis e fazem cálculos se terão dinheiro para pagar o Leão, tão logo as Festas se acabem e o novo ano adentre. Na noite do Natal, muita gente vai dar-se conta que, depois da celebração do Natal, a vida continua, na luta de ser um bom pai, filho, irmão, enfim um bom cidadão.

Na noite antes do Natal, nossas vidas, de alguma maneira, se assemelham à vida daquele casal do primeiro Natal. Contudo, quem sabe neste ano nos lembremos que na Véspera de Natal, celebramos com expectativa, a vinda do Salvador, Cristo, que neste Natal quer nascer de novo em nossas vidas e fazê-las de novo novas, para vivermos em novidade de vida no Ano Novo que se aproxima.

Feliz Natal a Todos!

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Friday, December 23, 2011

UMA TEOLOGIA DO NATAL

Pelo Rev. Jose Oliveira, M.Div.

natalParece-me que hoje, mais do que nunca, temos a necessidade de refletir a respeito desse tema, a Teologia do Natal. Uma abordagem teológica se faz necessária principalmente por que o sentido do Natal tem se modificado muito em nossos dias. Com o risco de se tornar repetitivo (por que a distorção também se repete todos os anos) temos que nos levantar principalmente contra a excessiva comercialização desta data tão significativa para o Cristianismo.

Desta maneira, quais serão os aspectos que caracterizam uma teologia natalina?

Natal É Universal

Infelizmente, o Natal se tornou propriedade do Cristianismo, mas o plano de Deus era que o Natal fosse de todos não só dos Cristãos. Quando Jesus nasceu o anjo anunciou que trazia boas notícias para todos, não só para Israel, não só para os futuros Cristãos, mas para todo o mundo:

“10mas o anjo sossegou-os: Não tenham medo; trago-vos a notícia mais feliz e que se destina a toda a gente! 11Esta noite, em Belém, a cidade de David, nasceu o Salvador - sim, o Cristo, o Senhor.” Lucas 2:10,11

Jesus é a revelação do amor de Deus para o mundo, independentemente de religião ou denominação (João 3:16). Os samaritanos, que eram os rejeitados pelos judeus, foram os primeiros a reconhecerem que Jesus era o “Salvador do Mundo”, não só de uma parte do mundo (Ocidente).

Jesus ordenou que o “evangelho fosse pregado por todo o mundo”, isto é, a sua mensagem, o seu ensino. Contudo o Cristianismo condicionou a simples mensagem do Evangelho a um corpo doutrinário-dogmático que exige mais do que o simples “fazer a vontade do Pai que está nos céus”, exige uma conversão confessional-doutrinária. Isso impediu a que a mensagem de Cristo elevasse as religiões do mundo a um verdadeiro patamar espiritual. Cristianismo se tornou o “dono da verdade” e uma religião, mais do que competitiva, exclusivista; esqueceu-se que o Cristo se “destina a toda gente”.

Natal é Espiritual

Com tanta comercialização natalina, faz-se necessário lembrar-se que Natal é um evento espiritual. Quando Jesus nasceu um evento espiritual da maior importância tomou lugar: A Encarnação Divina. O Filho de Deus se tornou um ser humano como um de nós.

Quando o Gabriel anunciou que Maria seria o instrumento através do qual Deus operaria esta grande operação espiritual em nosso mundo, ele disse:

“O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Deus altíssimo cobrir-te-á como uma sombra; por isso, o menino que de ti vai nascer será santo, e será chamado o Filho de Deus”, e: Uma virgem conceberá, e dará à luz um filho e ser-lhe-á posto o nome de Emanuel. Emanuel quer dizer: Deus está conosco.” Mateus 1:22-24

A Encarnação é o fenômeno espiritual na qual humanidade e divindade foram reconciliadas em uma só pessoa e essa maravilha ocorreu em nosso mundo, através do nascimento do menino Jesus: “Deus estava em Cristo” II Coríntios 5:19, e “A Palavra tornou-se homem e viveu aqui na Terra entre nós, cheio de amor e perdão, cheio de verdade. E vimos a sua glória, a glória do Filho único do Pai.” João 1:14.

Natal é tempo para reflexão espiritual; meditação em nossa relação com Deus, a qual Jesus veio exemplificar em sua vida pessoal, na qual ele nos revelou Deus como nosso Pai espiritual.

Natal é Social

É natural que um tão-grande evento como o nascimento do Filho de Deus em nosso mundo haveria de ser celebrado com grande alegria. Quando Jesus nasceu os anjos desceram à terra e cantaram louvores Deus,

“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.” Lucas 2:14.

Natal é tempo de celebração e gratidão a Deus pelo dom da salvação através de Cristo, contudo as festividades natalinas se tornaram tão secularizadas que se esvaziaram do seu significado básico e passou a ser uma oportunidade para manifestações hedonistas.

Natal também é tempo de confraternização, quando nos lembremos da mensagem que Jesus nos deixou: que nos amemos uns aos outros como ele mesmo nos amou. Amor que sensibilize os nossos corações em direção do semelhante, principalmente dos menos favorecidos.

Uma Teologia do Natal deve lembrar-nos que Jesus veio ao mundo para deixar claro que Deus nos inclui todos sem distinção no seu amor paterno. Essa teologia deve resgatar o caráter espiritual do Natal especialmente quando o vemos sequestrado com uma ignóbil intenção de tão-somente produzir lucro financeiro. Por fim, Natal é um evento social em que a sua celebração demonstra nossa gratidão a Deus em forma de adoração pela vinda de seu Filho ao nosso mundo.

Natal é uma ocasião muito especial, e se tornará ainda mais especial se o celebrarmos consciente de seus verdadeiros significados.

Nota: O acima não se constitui uma posição oficial do Instituto Teológico Simonton, mesmo porque o ITS não possui uma Teologia do Natal. O ITS respeita a teologia natalina de cada um. O acima é a Teologia do Natal, segundo o Rev. José Oliveira, como indivíduo, não como representante do ITS. Para saber da confissão doutrinária do ITS, dirija-se a sua página na internete:

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