Friday, January 6, 2012

Comparando a Bíblia Hebraica com o Antigo Testamento

Pelo Rev. Jose Oliveira, M.Div.
comparandoSão a Bíblia Hebraica e o Antigo Testamento, iguais? À parte do fato que o Antigo Testamento do Cristianismo é uma apropriação traduzida da Bíblia Hebraica, existem diferenças na classificação e organização dos livros entre as duas versões. Em outras palavras, o Antigo Testamento, especialmente o utilizado pelos evangélicos[1], é a mesma Bíblia Hebraica, mas organizado diferentemente. O nome da Bíblia Hebraica em Hebraico, não é, como muitos pensam, Torah; este é o nome dado a uma das suas divisões, algumas vezes tomado pelo todo. O nome da Bíblia Hebraica é Tanakh (Hebrew: תַּנַ"ךְ‎, pronuncia-se [taˈnaχ]). Essa palavra é um acróstico formado das primeiras letras das três principais divisões da Bíblia Hebraica, A Torah ("Ensino", também referido como Os Cinco Livros de Moisés), Nevi'im ("Profetas") and Ketuvim ("Escritos")—daí, TaNaKh[2]. A Tanakh é também referida por dois outros nomes: o Texto Massorético (uma alusão aos massoretas, os escribas que inseriram as vogais no texto hebraico consonantal), e "Miqra" (מקרא), que significa "aquilo que é lido", sendo este último um termo alternativamente usado à Tanakh.

Assim, a Bíblia Hebraica se divide em: 1. Pentateuco, ou Torah, ou os Cinco Livros da Lei (5 livros); 2. Os Profetas (8 livros) e 3. os Escritos (11 livros). A primeira seção é igual em ambas as Bíblias, Cristã e Hebraica; a segunda, na Bíblia Cristã divide em Profetas Maiores e Menores. Na Bíblia Hebraica a secção Profetas contém apenas 8 livros, e ali são também incluídos como profetas, Josué, Juízes, Samuel e Reis, (estes dois últimos reunindo os quatro livros na divisão na Bíblia Cristã). Nesta divisão da Tanakh há uma secção contada com um só livro, chamada Os 12 Profetas (os mesmos 12 Profetas Menores da Bíblia Cristã). Além disso, Daniel não é incluído entre os Profetas, mas posto na terceira divisão, os “Escritos”. Esta divisão na Bíblia Hebraica está dividida em três outras seções: a. Os Livros da Verdade, incluindo Salmos, Provérbios e Jó (nesta ordem); b. Os Cinco Rolos, incluindo os Cânticos de Salomão, o Livro de Ruth, Lamentações, Eclesiastes e Ester. c. O Restante dos Escritos, que inclui Daniel, Esdras-Neemias (ou I e II Esdras ) e Crônicas (reunindo em um só livro I e II Crônicas. Por conta das juntadas acima mencionadas, os 39 livros do Antigo Testamento na organização cristã, são originalmente apenas 24 na Bíblia Hebraica.
 
O valor dessa comparação não é somente histórico e literário, mas também sugere alguns aspectos teológicos. Primeiramente, essa divisão revela o pouco interesse que os Hebreus tinham em História per se. Enquanto muitos livros na organização do Antigo Testamento são chamados históricos, na Bíblia Hebraica nem ao menos encontramos tal divisão. Em segundo lugar, o conceito de profeta e profecia parece mais expansivo na visão hebraica do que na Cristã, pois na Tanakh, na seção Profetas são incluídos livros que não são considerados como profetas no Antigo Testamento da Bíblia Cristã. Por fim, um livro que, nós, cristãos, consideramos profético, o Livro de Daniel, não é listado entre os livros proféticos na Bíblia Hebraica, mas sim, com os Restante dos Escritos, que poderiam ser compreendidos como os “ultimos escritos”. A Bíblia Hebraica coloca Daniel juntamente com Esdras, Neemias e Crônicas, todos escritos pós-exílicos, talvez com isto querendo sinalizar o que biblicistas evangélicos conservadores resistem a admitir, que o Livro de Daniel é de origem pós-exílica, não exílica, como desejam aqueles.

As cinco grandes divisões da Bíblia Cristã são: 1. Pentateuco Gn-Dt, 2. Históricos Js-Et, 3. Poéticos Jó-Ct, 4. Profetas Maiores ls-Dn, 5. Profetas Menores Os-Ml. Algumas vezes, nesta divisão, não se sabe em qual gênero literário classificar um livro como Lamentações, pois ainda que seja um livro poético, vai classificado entre os Profetas Maiores. De uma maneira, geral, a classificação cristã, organizando primeiro  segundo o critério tópico e depois histórico, é mais prática ao leitor. Contudo, não deixa de ter suas dificuldades. A classificação hebraica em grande medida respeita a tradição, isto é, em como os diversos livros foram considerados e arranjados pelos antigos. Ambas possuem seu valor, ainda que são algumas vezes contraditórias. Para alguns, seria melhor classificar o Antigo Testamento de acordo com a origem histórica de seus escritos, mas nem sempre tal determinação é possível, ou nem sempre um acordo é possível a tal respeito.

Se você deseja conhecer mais sobre as características particulares de cada uma dessas versões, do Antigo Testamento e da Bíblia Hebraica, o Instituto Teológico Simonton tem várias matérias que tratam desse assunto, como por exemplo, Introdução ao Antigo Testamento, Exegese no Antigo Testamento, Manuscritos do Antigo Testamento, e outras mais. Para maiores informações, dirija-se a:
http://simonton.atwebpages.com

[1] A Bíblia Católica contém 7 livros a mais que o a Bíblia Protestante.
[2] Wikipedia, verbete “Tanakah”.

Thursday, January 5, 2012

O AMOR DE DEUS

 

Pelo Rev. Jose Oliveira, M.Div.

amor de DeusO que é o amor de Deus? Será uma emoção, como muitos pensam que o amor é? O amor de Deus é um misto de vontade, ação e poder. É a vontade de Deus para as nossas vidas, a qual é sempre perfeita, o melhor que se possa experimentar; é o cuidado de Deus agindo e intervindo em nossas vidas e dispensando justiça a todos e todas situações possíveis, e, é o poder de Deus, presente em todas as formas de energias capacitando-nos a viver a vida que ele nos deu. Mas, em última análise, o amor de Deus é infinito, tanto em sua natureza como em seu poder, por isso, é também indefinível em toda a sua extensão. Sabemos e sentimos o amor de Deus, mas ele está além da nossa capacidade de compreensão. Porém, Jesus é a maior expressão do amor de Deus a nós e se o conhecemos, conhecemos tudo que é possível conhecer do amor de Deus, como o apóstolo Paulo declarou: “e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus” Efésios 3:19. Em Cristo, podemos conhecer o amor de Deus, mas a sua compreensão excede o nosso entendimento. Existem três aspectos do amor de Deus que me impressionam cada vez que medito nele.

REAL

Assim como Deus não é nossa invenção, nem é o seu amor uma fabricação humana. Não é uma ilusão, não é uma figura de linguagem -- é uma realidade. A prova de que o amor de Deus é real é a realidade do próprio amor humano. Por que temos em nós, essa capacidade de amar aos outros ou a algo (pátria, princípios), mais do que a nós mesmos? Por que uns voluntariamente dão a sua vida por outros? Essa capacidade mostra que existe algo maior do que nós mesmos, isto é, amor que vem Deus, onde todo verdadeiro amor origina. O amor de Deus também se revela em nossa criação, dando-nos existência, desejando a nossa companhia e presença com Ele. Contudo, a prova inescusável do amor de Deus é a vinda de Jesus Cristo ao nosso mundo para nos revelar esse amor em sua plenitude e nos ensinar como relacionar com Deus como filhos e filhas amados do Pai.

IGUAL

Quando eu penso no amor de Deus, imagino que Deus me ama mais do que a qualquer outro ser em todo o Universo. Eu sei que não é verdade, mas como somente posso sentir, pessoal e intimamente, o amor que Deus dispensa a mim, em particular, tenho essa impressão. Contudo, sabemos que não é possível que Deus ame a alguém mais ou menos do que outros. Deus ama a todos os seus filhos igualmente. A razão para isto é simples. O amor de Deus não tem gradação, está sempre a na sua força máxima, a qual é infinita. Agora, a nossa recepção desse amor é finita, parcial e inconstante. Um dia posso sentir-me mais amado por Deus que outros, mas isso é devido à flutuaçoes presentes em minha natureza, não no amor de Deus. Deus ama a todos seus filhos e filhas, sempre, e da mesma maneira.

SUPERNAL

Desde que o amor de Deus não tem flutuações -- está sempre na sua infinita força e poder -- é também, para nós a mais superna experiência da vida. Assim como Deus deseja que o amemos sobre todas as coisas, seu amor por nós também se eleva, em nossas vidas, acima de tudo. Não há nada com que possamos comparar o amor de Deus. A razão disso é por que assim como Deus é um ser único, sem comparação, assim também é o seu amor. Entre nós, seres humanos podemos exaltar o amor materno, o amor de um homem por uma mulher e vice-versa; mas, ainda que estas expressões de amor humano possam ser ricas experiências em nossas vidas, não superam, nem de longe, o amor de Deus, pois o amor de Deus é superno, superior a tudo.

Às vezes, quando ouvindo certas musicas, exaltando tanto o amor humano me pergunto: como podem essas pessoas falar tão grandemente do amor humano, algo que, a rigor, somente deveria ser dito do amor de Deus. Então penso em duas possibilidades: ou essas pessoas estão pensando somente em termos humanos, ou, nunca experimentaram o amor de Deus no fundo de seus corações, porque quando você experimenta o amor de Deus, nunca mais você dirá que ama um ser humano, mais do que tudo na vida, como eu ouço em muitas músicas. Nada, absolutamente nada se compara ao amor de Deus!

Reverendo Jose Oliveira é ministro presbiteriano e o diretor do Instituto Teológico Simonton. Se você deseja conhecer mais do amor de Deus, conheça melhor a Jesus Cristo. Se você quiser estudar a respeito do amor de Deus, matricule-se no Instituto Teologico Simonton, onde este atributo de Deus é estudado em profundidade em várias matérias de nosso currículo. Para tanto, siga o link abaixo:

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Wednesday, January 4, 2012

O Profeta Jeremias

 
clip_image002Pelo Rev. Jose Oliveira
O Livro do profeta Jeremias é um dos mais lidos em todo o Antigo Testamento. Talvez a razão para tal seja o fato que poucos profetas no Antigo Testamento se mostram tão humanos como Jeremias. O livro de Jeremias é considerado um dos Profetas Maiores, juntamente com Isaías, Ezequiel e Daniel, título dado em razão do tamanho desses livros. Jeremias profetizou por mais 40 anos durante os reinos dos cinco últimos reis de Judá, até ao exílio do povo. Além do livro que leva o seu nome, também é atribuída a Jeremias a autoria do livro de Lamentações, onde o profeta faz uma ode à destruição e desolação de Jerusalém.

Vida
Jeremias exemplifica aqueles casos em que Deus chama alguém ao ministério ainda muito jovem. Quando Deus chamou a Jeremias ele resistiu, a princípio, dizendo ser ainda uma criança e não saber discursar. Mas Deus insistiu, e, através de um anjo, tocou-lhe a língua com uma brasa viva, símbolo da capacitação para a pregação da mensagem de Deus. Pertencendo a uma família de sacerdotes, Jeremias era bastante ligado às tradições religiosas de seu povo. Devido às tribulações sofridas no seu ministério, suas reclamações diante de Deus pela vida dura que levava, e por ser considerado o autor do livro de Lamentações, Jeremias é chamado “o profeta chorão”, cunha que talvez lhe roube um pouco da seriedade que devotou à sua vida ministerial, mas que revela a sensibilidade de um homem realmente com íntima comunhão com Deus. Acrescente às dificuldades experimentadas por Jeremias, o fato que ele foi proibido por Deus de casar-se, e então você entenderá que a vida deste profeta foi bastante árdua.

Ministério
Deus chamou Jeremias a profetizar em 626 BC, no início do reavivamento espiritual liderado pelo rei Josias em Judá. O ministério de Jeremias foi, mormente, um de denúncia dos pecados do povo e isso lhe causou muita dificuldade, pois nem os líderes, nem o povo em geral estavam dispostos a aceitar as palavras de Jeremias, especialmente ao final de sua carreira. O povo cria que sendo “eleito” de Deus, nada lhes atingiria -- exatamente o contrário da mensagem de Jeremias. Em seu ministério, Jeremias foi torturado, jogado em uma cisterna, desacreditado, zombado e sabe-se lá quanto mais, que não foi registrado no seu livro. Jeremias pregava destruição, calamidade, arrependimento e por isso sua mensagem não era aceita. Aqueles eram tempos extremamente dificíeis para ser oposição, mas ele cumpriu sua missão até o fim,e hoje, desfruta no rol dos profetas um lugar de proeminência especial para o povo de Deus.

Mensagem
A mensagem de Jeremias foi a causa de seus sofrimentos. Ele ressentia esse tipo de mensagem, pois em Jeremias 20:8, lemos “Pois sempre que falo, grito, clamo: Violência e destruição; porque se tornou a palavra do Senhor um opróbrio para mim, e um ludíbrio o dia todo.” De fato, a mensagem que Deus dera a Jeremias era tão dura, que ele, certa vez, resolveu não pregá-la mais; mas, a experiência de não pregar foi ainda mais terrível do que pregá-la: “Se eu disser: Não farei menção dele, e não falarei mais no seu nome, então há no meu coração um como fogo ardente, encerrado nos meus ossos, e estou fatigado de contê-lo, e não posso mais.” Jeremias 20:9. Como um profeta, a missão de Jeremias era, revelar a vontade de Deus, chamar o povo ao arrependimento e anunciar a esperança. O povo não estava disposto a se arrepender, e, ainda que se arrependesse, a esperança anunciada era tão-somente que cada um permaneceria com vida, mas a destruição viria de qualquer maneira – era uma esperança limitada que poucos queriam aceitar.

Jeremias, pelas peculiaridades de seu chamado, ministério e vida, se tornou uma das mais interessantes figuras da Bíblia, cujo livro e mensagem têm sido instrutivos, século após séculos, tanto aos judeus como aos cristãos. Se você deseja conhecer mais do livro de Jeremias, a vida e ministério desse profeta, o Instituto Teológico Simonton oferece duas matérias que tratam com esses temas: Introdução ao Antigo Testamento e Profetas Maiores. Para maiores informações siga o link abaixo:
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Quando Deus Chama o Profeta...

Pelo Rev. Jose V.S. Oliveira, M.Div.
chamado de DeusO chamado ao ministério é um assunto interessante em Teologia Prática. Alguns discutem se o chamado ao ministério é diferente do chamado a andar e viver com Deus, para o qual Deus chama a todos, indistintamente. Eu, particularmente creio que o que acontece é uma combinação desses dois tipos de chamado... Primeiro, Deus chama a todos para a salvação; após o indivíduo ter aceitado o chamado para a salvação, Deus chama a todos estes para o serviço, dependendo de como cada um responde a este chamado, Deus da este um ministério em particular, ordenado, ou não. Eu diria que receber um ministério é um processo de seleção, mas baseado em nossas respostas ao chamado de Deus.
Nesta oportunidade, eu gostaria de compartilhar três pensamentos a respeito ao chamado de Deus ao ministério, com o risco de haver mencionado algum deles em outras oportunidades.
1. O Chamado ao Ministério é Algo Entre Você e Deus.
Deus pode utilizar pessoas para fazê-lo consciente do chamado, como por exemplo, outro profeta, assim como Elias chamou a Elizeu, mas ainda que você possa ter um Mestre, Mentor, só você pode dizer se tem ou não um chamado ao ministério, porque só você pode responder esse chamado, ninguém mais. Em geral, se você tem um chamado de Deus, você terá tido uma experiência que reflita isso. Essa experiência pode ser um processo de conscientização ao longo de um tempo, ou pode ser uma experiência fulminante como foi para Paulo na Estrada de Damasco. Essa experiência é a sua prova de seu chamado e é a ela que você deve retornar, sempre quando se sentir em dúvida do seu chamado ao ministério.
2. O Chamado é Algo Irrevocável
Paulo disse que “os dons e os chamados de Deus são irrevocáveis”. Isso significa que Deus não se arrepende. Quando Ele dá um dom, está dado, quando ele chama, está chamado. A Bíblia é clara o dizer que “Deus não é homem para que se arrependa”, com isso dizendo que o homem, sim, pode se arrepender de haver aceito o chamado de Deus, mas Deus nunca se arrepende de o haver chamado. O profeta Jonas é um exemplo disso. Ele não quis aceitar o chamado de Deus, mas depois de convencido do contrário, voltou, e o chamado de Deus ainda estava de pé. Se você um dia foi chamado ao ministério, não pense que que por que você não aceitou naquela época, que o chamado esta anulado. De forma alguma, Deus não mudou de idéia e ainda espera que você o aceite. Por outro lado, todos nós que somos chamados, não podemos esquecer que o chamado é para sempre, para a eternidade.
3. O Chamado é Algo Para a Glória de Deus
Alguns filhos de Deus que são chamados para o serviço de Deus, pensam que são especiais aos olhos de Deus, pelo que foram chamados. Ledo engano. No reino de Deus, há trabalho para todos, e a todos Deus chama, por que ele não tem filhos favoritos. Na verdade, todos que são chamados a servir a Deus, deveriam saber que o serviço é importante, não o ego. Ego e serviço competem entre si. Se gasto minhas energias me preocupando comigo mesmo, não as tenho para o serviço de Deus. Por isso, ao atender ao chamado de Deus ao ministério, devemos por de lado o ego e focalizar nossos esforços no serviço a Deus.
Quando Deus chama o profeta para ser sua “boca”, este deveria lembrar-se de que há muitas “bocas”, como ele, a quem Deus chamou. Mas, se há algo que Deus não gosta de fazer é duplicar funções. Se ele chamou a você para um ministério, saiba que este é o SEU ministério, o qual é sua responsabilidade desempenhá-lo. Faça disso um assunto entre você e Deus, isto é, da máxima importância. Saiba que o chamado, uma vez dado, é irrevocável, para sempre. E ao desempenhá-lo, faça com todas as suas energias, inclusive aquelas que você dedicaria ao seu Ego.
Teologia Prática é a parte da teologia onde se estuda esses assuntos ministeriais como, por exemplo, o chamado ao Ministério. No Seminário, você não deveria se esforçar para saber se foi chamado ou não ao ministério. Chamado você foi, a questão é se você respondeu afirmativamente. Estudar teologia pode ajudá-lo no processo de conscientização e aceitação do seu chamado ao ministério. Se desejar estudar teologia, considere a nossa escola, o Instituto Teológico Simonton, na qual levamos a sério estes aspectos da Teologia Prática. Se desejar maiores informações, siga o link abaixo.
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Tuesday, January 3, 2012

O Evangelho

 
jesus - 21220o20sermao20da20montanhaVocê gosta de receber boas-notícias? Claro que sim! Todo mundo gosta de receber boas-notícias. O que não gostamos de receber são más notícias! A palavra “evangelho” significa exatamente isto: boas-notícias! A primeira vez que encontramos a palavra “evangelho” no Novo Testamento, é em Mateus 4:23, onde diz: ”E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo”. O “Evangelho do reino” eram as boas novas” que Jesus estava pregando e ministrando.
O que determina uma “boa-notícia”? Certamente é o conteúdo desta notícia, isto é, o benefício que esta notícia traz para você. Neste, caso o evangelho é a melhor boa-notícia de todas porque nos fala do amor de Deus, o Pai que deseja que todos os seus filhos se acheguem a ele. Hoje, vamos refletir na natureza do Evangelho como uma boa-nova. Há três aspectos que fazem do evangelho uma boa notícia, quais sejam:
1. O Evangelho é uma Mensagem de Deus
Muitas vezes podemos dizer se uma carta contém uma boa notícia, simplesmente verificando quem é o remetente, quem a enviou. Quando você recebe uma mensagem de Deus, você pode ter certeza de que é uma boa notícia, como aquela que Deus nos mandou, ao enviar Jesus a este mundo para nos mostrar o amor do Pai. Deus não lhe manda más-notícias; ainda que a mensagem de Deus possa lhe trazer uma advertência, ainda assim é uma boa notícia porque visa o seu arrependimento. De fato, a mensagem de Jesus era o Evangelho de Deus e também incluía um convite ao arrependimento: “veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho.” Mc 1:14,15.
2. O Evangelho é uma Mensagem de Salvação
Ainda que você possa ter uma expectativa de boas-novas, simplesmente pelo remetente, é através de verificar o conteúdo da mensagem que vai lhe confirmar se é uma boa notícia ou não. O Evangelho é uma boa notícia por que anuncia a salvação. Esta vida é um dom de Deus, mas é provisória, contudo, a boa notícia é que se você crê na mensagem de Jesus, que o Pai lhe ama e quer lhe dar vida eterna, você terá salvação, isto é, estará com Deus depois desta vida para toda a eternidade. A salvação eterna é a melhor notícia que o Evangelho nos traz, desde que creiamo-la e a aceitemos.
3. O Evangelho é uma Mensagem de Inspiração
Uma das mais importantes características das boas-novas é o efeito que elas causam em nós. Elas nos inspiram, encorajam, estimulam a continuar na vida, enfrentando os desafios, confiando em Deus e servindo aos outros ao nosso redor. Se cada pessoa receber a mensagem do Evangelho como uma boa-nova de Deus, será inspirada a seguir em sua vida com uma renovada esperança. A certeza do amor de Deus por nós, especialmente por nos enviar a Jesus Cristo, para que através dele possamos conhecer melhor o Pai, é a principal inspiração que o Evangelho nos traz.
Devido a estes aspectos constitutivos do Evangelho, podemos dizer com certeza absoluta que a mensagem que Jesus pregou é, sem dúvida, a melhor boa-notícia que a humanidade já recebeu em toda a sua história. Não fique desanimado por ver tantas más-notícias sendo propagadas diariamente pelos meios de comunicações. Há uma boa-notícia que supera a todas estas em importância, a boa notícia de que Deus nos ama com amor eterno e incodicional. Esta boa-notícia tem mudado a vida de milhões de pessoas desde a vinda de Jesus, e pode mudar a sua também, se ainda já não está mudando.

Rev. Jose Oliveira
Diretor do Instituto Teológico Simonton
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Monday, January 2, 2012

Em Que Posições Jesus Orou?

oracaoMuitas pessoas dão muita importância para o externo. Jesus criticou arduamente os escribas e fariseus por que eram desse tipo de pessoas -- preocupavam-se com o exterior e se esqueciam do interior. Deus vê ambos, tanto o exterior como o interior, e sabe quando estes dois estão em contradição ou não.
Jesus nos deu vários conselhos a respeito da oração. Ele nos disse, por exemplo, que a oração a Deus, em certos momentos deve ser privada, que devemos entrar em nosso quarto em secreto e orar ao nosso Deus que nos vê em secreto, querendo com isso dizer que a nossa relação com Deus, é um assunto pessoal entre ele e cada um de nós somente. Ele também nos ensinou que devemos ser persistentes e coerentes na oração. Ele nos contou a parábola da viúva e do juiz injusto, para nos dizer que nunca devemos desistir, mas persistir em nossas petições e ilustrou como a oração apesar das aparências pode ser inteiramente vazia, se referindo a uma oração típica de um fariseu, que se considerava melhor do que as outras pessoas.
Talvez alguns se espantem em saber que Jesus não tinha uma posição favorita para orar ao Pai celeste; ele se punha na posição em que era mais condizente com a situação do momento. Por exemplo, havia momentos tão graves, quando estava para experimentar os sofrimentos ligados à sua morte, que ele literalmente colocou o seu rosto em terra e orou ao Pai que, se possível, passasse dele aquela dura experiência, mas deixou claro que em primeiro lugar, estava resolvido a fazer a vontade dEle: “E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” Mateus 26:39.
Outras vezes, quando em público, Jesus orava de pé, mesmo. Ele não queria impressionar homens, se ajoelhando na presença deles para mostrar o seu respeito pelo Pai; o respeito era implícito na vida santa de Jesus, e, mesmo de pé, ele orava ao Pai, como o fez na ocasião da ressurreição de Lázaro, agradecendo a Deus pelo milagre que haveria de realizar, pois o Pai havia consentido: “Tiraram então a pedra. E Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, graças te dou, porque me ouviste.”João 11:41.
Mas, em situações quando Jesus necessitava de tempo a sós com o Pai, ele se retirava e se punha de joelhos, respeitosamente orando ao Pai, como vemos em Lucas 22:41: E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e pondo-se de joelhos, orava”.
O importante a respeito das posições que Jesus assumia ao orar é que elas eram de acordo com o momento e de acordo com o seu sentimento. O mesmo deveria guiar as nossas atitudes em orações -- orar na posição que é mais apropriada para o momento e o nosso sentimento. Quando na cruz, Jesus não tinha outra posição em que orar, senão aquela em que forçadamente o puseram para morrer, de braços abertos; e mesmo ali, ele se lembrou de interceder por seus inimigos, dizendo: “Pai, perdoa-lhes por que não fazem o que fazem."
Oração é uma parte bastante importante na vida do crente, deve ser levada bastante a sério especialmente por aqueles que são ministro de Deus para o bem espiritual de outros. É por isso que em nossa escola, o Instituto Teológico Simonton, temos uma matéria acerca de Espiritualidade Pessoal na qual se aborda a prática da oração. Se você deseja saber mais a respeito da nossa escola, dirija-se a este link:
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Sunday, January 1, 2012

Três Palavras de Encorajamento para 2012

ano-novo-vida-novaNeste começo de ano, você vai ouvir e ler muita coisa sobre este ano de 2012. Uma das quais você vai ouvir em especial são as predições para o novo ano, especialmente com toda esta discussão do fim do Calendário Maya, alguns vão literalmente predizer o fim do mundo. Pela Bíblia, todos nós sabemos que haverá no futuro, um tempo chamado de Grande Tribulação, em que haverá bastante sofrimento para a humanidade. Alguns pensam que este tempo já começou, com todos estes terremotos, tsunamis, e mudanças climáticas. Mas na verdade, não há data marcada para estas coisas acontecerem...

Desde que o tom pessimista parece que vai dominar a discussão neste começo de ano, eu gostaria de me afastar dele e imprimir neste artigo, um tom positivo, de esperança, uma palavra de encorajamento para o ano que adentra. Encontro na Bíblia, três referências que me ajudam nesta tarefa:

1. “Tende Bom Ânimo, Eu Venci o Mundo” – disse Jesus.

Jesus era bastante realista, ele não fechava os olhos para os problemas da vida. Ele sabia que a vida aqui neste mundo não é fácil e sempre será plena de desafios. Ele disse “No mundo tereis aflições”. Ele não disse, “No mundo podereis ter aflições”, ele foi categórico¸ afirmando que teríamos aflições. Ninguém pode fugir delas. Jesus não fugiu, ele as enfrentou e ele foi vitorioso, “Eu venci o mundo”. Ele venceu porque ele confiou no Pai, se nós, como ele, também confiarmos no Pai, também venceremos seja qual for a aflição que mundo nos traga!

2. “assim andemos nós também em novidade de vida” – disse o apóstolo Paulo.

Neste ano de 2012, apesar de todo pessimismo presente, o crente que confia em Deus pode andar em novidade de vida. Isto significa ter a sua vida renovada a cada dia, pois “as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã” e elas não têm fim, duram para sempre. Se há algo em sua vida que necessita ser mudado, transformado, abandonado, lembre-se de que, com Deus, tudo é possível e nada é impossível!

3. aguardamos novos céus e uma nova terra” – disse o apóstolo Pedro.

Não importa o que 2012 nos traga, nós, filhos do Pai, temos a esperança de “novos céus e nova terra”. Ao final, sabemos que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito” -- estes somos nós. Coloque o seu coração nesta promessa de Deus, e, não importa o que venha, você a receberá.

Assim meus amigos, tenhamos sempre bom ânimo, pois estamos debaixo do cuidado do Pai, nada pode nos causar dano eterno, porque ele disse “Eu jamais te abandonarei!” Neste ano que se inicia, renove a sua confiança nEle, e tudo lhe irá bem, mesmo em meio aos desafios da vida!

Rev. Jose V. S. Oliveira, M.Div

Diretor do Illinois Theological Seminary e do Instituto Teológico Simonton

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